USO PROGRESSIVO DA FORÇA – UPF-I UNIDADE II continuação


OBS: Este nível de força pode e deve ser utilizado também em conjunto com
todos os outros níveis de força.
O conteúdo da mensagem é muito importante. A escolha correta
das palavras, bem como a intensidade empregada, traduz com precisão a eficácia
da intervenção. Assegurado desta postura, o vigilante terá mais chances de
alcançar o seu objetivo.
As palavras-chave na aplicação da lei serão NEGOCIAÇÃO,
MEDIAÇÃO, PERSUAÇÃO e RESOLUÇÃO DE CONFLITOS.
Uma atenção especial deve ser dada à linguagem. muitos
acreditam que, utilizando uma linguagem vulgar, chula e ameaçadora,
desencorajam a resistência do suspeito. Diálogos dessa natureza causam espanto
e demonstram falta de profissionalismo. O que se busca ao realizar a
verbalização é a redução do uso da força e o controle do suspeito
Lembre–se de flexionar o nível de voz sempre que houver
acatamento, abaixe o tom, conquiste a confiança da pessoa
abordada. Mas fique sempre atento ao recurso de elevar
bruscamente o tom de voz, caso perceba algo errados.
E o mais importante: Caso o suspeito não acate, repita os
comandos, insista com firmeza, procure não ficar nervoso caso
não seja acatado de imediato. Procure sempre o diálogo e jamais
entre em discussão.
5.3. NÍVEL 3 - CONTROLE DE CONTATO OU CONTROLE DE
MÃOS LIVRES
Trata – se do emprego de habilidades de contato físico por parte
do vigilante, para atingir o controle da situação. Isto se dará quando se
esgotarem as possibilidades de verbalização devido ao agravamento da atitude
do contendor (indivíduo conflitante). Havendo a necessidade de dominar o
suspeito fisicamente utiliza-se neste nível apenas as mãos livres,
compreendendo–se técnicas de imobilizações e condução.
5.4. NÍVEL 4 – TÉCNICAS DE SUBMISSÃO
É o emprego da força suficiente para superar a resistência ativa
do indivíduo, permanecendo vigilante em relação aos sinais de um
comportamento mais agressivo que exija uso de níveis superiores de resposta.
Neste nível podem ser utilizados técnicas de mãos livres
adequadas e agentes químicos.
5.5. NÍVEL 5 – TÁTICAS DEFENSIVAS NÃO LETAIS
Uma vez confrontado com as atitudes agressivas do indivíduo, ao
vigilante é justificado tomar medidas apropriadas para deter imediatamente a
ação agressiva, bem como ganhar e manter o controle do indivíduo, depois de
alcançada a submissão. É o uso de todos os métodos não letais, através de gases
fortes, forçamento de articulações e uso de equipamentos de impacto.
Aqui ainda se enquadram as situações de utilização das armas de
fogo, desde que excluídos os casos de disparo com intenção letal.
5.6. NÍVEL 6 – FORÇA LETAL
5.6.1. TRIÂNGULO DA FORÇA LETAL
É um modelo de tomada de decisão designado para desenvolver
sua habilidade para responder a encontros de força, permanecendo dentro da
legalidade e de parâmetros aceitáveis.
HABILIDADE
É a capacidade física do suspeito de causar dano no vigilante ou
em outra pessoa inocente. Isto significa, em outras palavras, que o suspeito
possui uma arma capaz de provocar morte ou lesão grave, como por exemplo,
uma arma de fogo ou uma faca. Também pode ser incluída a capacidade física,
através de arte marcial ou de força física, significativamente superior à do
vigilante.
OPORTUNIDADE
Diz respeito ao potencial do suspeito em usar sua habilidade para
matar ou ferir gravemente. Esta oportunidade não existe se o suspeito está fora
de alcance, a exemplo, um suspeito armado com uma faca tem habilidade para
matar ou ferir seriamente, mas pode faltar oportunidade se você aumentar a
distância.
RISCO
Existe quando um suspeito toma vantagem de sua habilidade e
oportunidade para colocar um vigilante ou outra pessoa inocente em um
iminente perigo físico. Uma situação onde um suspeito de roubo recusa – se a
soltar a arma acuado após uma perseguição a pé pode se constituir em risco.
6. UTILIZAÇÃO DOS NÍVEIS DE FORÇA
O vigilante seleciona a opção de nível de força que mais se ajusta
à resistência enfrentada. A progressão será avaliada e adequada ao tipo de ação
do suspeito. Se um nível de força já adotado falha ou as circunstâncias mudam,
o vigilante pode e deve aumentar o nível de força utilizada de forma consciente
e controlada.
Portanto, para atuar em uma ocorrência em que seja necessário o
uso da força, o vigilante precisa estar equipado com opções que permitam ações
nos diversos níveis de resposta. O resultado obtido dependerá do preparo do
vigilante e a disponibilidade destes equipamentos para uma boa escolha ao nível
de força a ser utilizado, pois quanto maior o número de técnicas e equipamentos
disponíveis aos vigilantes, melhores serão as condições de escolha do nível de
força a ser usado.